A cena é mais comum do que parece: o dono da farmácia precisa pagar a escola do filho ou a prestação do carro e faz um PIX direto da conta PJ da empresa. No dia seguinte, ele recebe um repasse de aluguel pessoal e deposita na conta da farmácia para cobrir um boleto da distribuidora.
Ele acha que, como “é tudo dinheiro dele”, não há problema. Para a Receita Federal, essa bagunça tem outro nome: Omissão de Receitas e Distribuição Disfarçada de Lucros. ### O Princípio da Entidade e o Supercomputador do Fisco A regra número um da contabilidade é que o patrimônio dos sócios não se mistura com o da empresa. Hoje, com a e-Financeira e o monitoramento em tempo real do PIX e das máquinas de cartão, a Receita Federal sabe exatamente quanto entrou e saiu da sua conta antes mesmo do seu contador.
O Risco da Mistura: Quando você paga uma conta pessoal com o dinheiro da farmácia sem registrar isso como Pró-labore (com retenção de INSS e IR) ou como Distribuição de Lucros (que exige que a empresa tenha lucro contábil comprovado e não tenha dívidas tributárias), o governo entende que você está sonegando imposto de renda na pessoa física (IRPF).
A Multa: A autuação da Receita Federal pode chegar a 150% sobre o valor não declarado, retroativo a 5 anos, recaindo diretamente sobre o seu CPF, podendo bloquear seus bens pessoais.
Na Solufarma, nós estruturamos a saúde financeira do empresário. Definimos um Pró-labore justo e fixo para pagar as suas despesas pessoais mensais e organizamos as retiradas trimestrais ou semestrais de lucro (que são isentas de impostos) de forma 100% legal e blindada contra a malha fina. A sua farmácia precisa ter o caixa limpo.
Você paga contas pessoais na conta da farmácia ou retira dinheiro do caixa sem registrar? A Receita Federal já sabe disso. Organize a sua blindagem patrimonial antes da autuação chegar.