Achar que abrir uma farmácia é só alugar uma esquina movimentada, comprar prateleiras e encher de remédios é o caminho mais rápido para o fracasso. O varejo farmacêutico é, sem exagero, um dos setores mais regulados do Brasil.
Enquanto você não tem a documentação 100% aprovada, sua porta fica fechada, mas o relógio do aluguel, da energia e do contador já está rodando. Um erro na ordem das licenças ou na formulação da sua sociedade pode custar meses de faturamento perdido.
Se você vai investir centenas de milhares de reais para abrir do zero, não confie o parto da sua empresa a um contador que não conhece o rito da Anvisa. Veja onde os iniciantes mais erram na largada:
O erro mais trágico (e comum) é assinar o contrato de aluguel antes de consultar um especialista.
O Risco: Você acha o ponto perfeito, mas ele não tem recuo para estacionamento, o banheiro abre direto para o salão de vendas ou a área de injetáveis não tem a metragem mínima exigida. A Vigilância Sanitária local (VISA) vai barrar o seu projeto arquitetônico.
O Resultado: Você terá que quebrar paredes ou, pior, rescindir o aluguel pagando multa, pois o local é inviável para farmácia. O projeto sanitário deve ser aprovado antes da primeira marretada.
Na empolgação de abrir o negócio, os sócios pegam um “contrato social padrão” da internet ou de uma contabilidade generalista.
O Ponto Cego: E se a farmácia precisar de injeção de capital no 3º mês? E se um sócio quiser sair e abrir uma concorrente na mesma rua? E se o farmacêutico for o responsável técnico, mas não tiver cotas de decisão? O Contrato Social precisa de cláusulas robustas de governança, regras de valuation para saída de sócios e definição clara do Pró-labore. Acordo mal feito no início é processo judicial em dois anos.
A escolha do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) define o que você pode ou não vender e quais impostos vai pagar.
A Miopia do CNAE Único: Se você colocar apenas “Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos”, você não poderá ter um checkout com conveniência (chocolates, bebidas), nem oferecer serviços clínicos (testes rápidos, aferição). É vital incluir os CNAEs secundários corretos desde a emissão do CNPJ para evitar retrabalho contratual depois.
Tributação: Iniciar cegamente no Simples Nacional sem projetar a compra do estoque inicial (que tem muito ICMS-ST e PIS/COFINS Monofásico) pode encarecer sua carga tributária logo no primeiro trimestre.
Você não abre uma farmácia em 15 dias. Existe uma esteira burocrática rígida e sequencial que trava o amador:
CNPJ e Inscrição Estadual: O básico para existir.
Corpo de Bombeiros: Sem ele, a prefeitura não libera nada.
Alvará da Vigilância Sanitária (VISA local): O gargalo mais demorado. Exige o projeto arquitetônico aprovado, Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e o contrato do Farmacêutico.
Certificado de Regularidade Técnica (CRF): O conselho regional atesta que há um profissional responsável.
AFE (Autorização de Funcionamento de Empresa) da Anvisa: O “chefão final”. Sem a publicação da AFE no Diário Oficial da União, você não pode comprar medicamentos das distribuidoras.
Muitos empreendedores calculam o custo da obra, do estoque inicial e esquecem do tempo de maturação. Da abertura do CNPJ até a liberação da AFE, podem se passar de 60 a 120 dias. Nesse período, você já está pagando aluguel, contador, taxa de bombeiro e, muitas vezes, o piso do farmacêutico para dar entrada no CRF. Tenha caixa para sobreviver de portas fechadas.
Abrir uma farmácia é um projeto de alta complexidade. Cada dia de atraso na burocracia é dinheiro do seu capital de giro indo para o ralo. A contabilidade não pode ser apenas um “despachante” de papéis; ela deve ser a arquiteta jurídica e fiscal da sua inauguração.
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